Como uma pintura em tela
ele vê a paisagem na janela
com aquele lindo luar
refletindo-se no mar.
Só que preso em sua cela
descreve na janela,
o porquê, de ser suicida
quanto a sua trajetória de vida.
Tornando-se assim, um sentinela,
que na guarita da janela
mira seu passado de proeza
para alforriar sua alma ainda presa.
Então joga uma pinguela
pela irradiante janela
para que sirva de passagem
ao outro lado da margem
e que sua alma enferma
vá à justiça divina e suprema.
https://www.recantodasletras.com.br/escrivaninha/publicacoes/preview.php?idt=7400977

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