Lindos sonhos de outrora
transformam-se em pesadelos constantes,
atormentando minha alma que chora
por momentos que eram vibrantes.
ALEXANDRE M. BRITO
UM BLOG FEITO COM MUITAS RIMAS, POESIAS E PRINCIPALMENTE COM MUITO CARINHO E AMOR.
Lindos sonhos de outrora
transformam-se em pesadelos constantes,
atormentando minha alma que chora
por momentos que eram vibrantes.
ALEXANDRE M. BRITO
Com seu amor alado,
Coração em alto brado,
Postula alforria à sua realeza,
De existencial beleza,
Para tornar-se livre e revoar,
Aninhando-se aos encantos de sua alma.
Alexandre M. Brito

Um sujeito maltrapilho, sujo e sem dentes da frente,
fingia pedir esmolas em frente a casa do seu Manoel, paciente.
Sua esposa, muito chateada, vivia a reclamar:
- Manoel, tem que tomar uma providência, vai se virar,
esse cara fedorento em frente à nossa casa,
deixa restos de comida, vai virar um caos, uma ameaça.
- Calma, mulher! Vou falar com ele,
não há de ser nada, vou resolver com a minha mão fiel.
Então seu Manoel saiu para conversar com o homem,
encontrou-o lendo um livro de poesias, calmamente:
- Moço, o senhor pode sair de frente da minha casa?
Está muito sujo e o cheiro já se embaraça.
O homem então respondeu:
- Meu caro amigo,
estou ao relento, sem abrigo,
ninguém me dá um alento,
nem ajuda ou sustento.
- Por que o senhor não procura um albergue,
na minha porta não pode ficar,
está incomodando a todos aqui,
melhor ir procurar um lugar para descansar.
- Estou aqui por uma causa nobre,
por favor, não me esnobe,
só trago amor,
meu bom senhor.
- Que amor? Você está me atrapalhando!
- Atrapalhando!?
Só estou explicando
a minha situação
sem nenhuma abstenção.
- Logo vi... O senhor não é da cidade.
- Vim lá do sertão,
do sertão do Maranhão,
lá não tinha nem calçado,
mas esse era o meu fado,
ficar de pé no chão.
Até o pão faltava,
meu filho então chorava,
tamanha necessidade,
vivíamos de caridade.
Mas foi aí que meu pai me disse:
- Deixe de tolice,
e vá à cidade procurar,
um emprego e casa para morar.
O senhor Manoel já estava comovido com a história,
exclamou novamente, com tristeza na memória:
- O senhor não sabe, é muito difícil,
chegar à cidade grande, sem um abrigo ou auxílio.
O que tem feito desde que chegou?
Já encontrou um emprego? Onde está seu filho, então?
- Cheguei à grande cidade,
sem saber o que fazer,
minha realidade
era não ter o que comer.
Durmo ao relento,
procuro meu sustento,
pedindo esmola,
mas o que me consola,
é o pensamento,
de saber que meu filho,
não é mais maltrapilho,
e com uma rica família ele está.
- Ué, mas ele está aqui, na cidade?
Perguntou seu Manoel com um pouco de ansiedade.
- Sim, e sei que está muito bem...
Por isso não vou mais além,
me abrigarei na igreja,
pois não quero que assim ele me veja.
Sairei da frente da sua casa,
mas antes quero agradecer por tudo que faz por ele.
Meu Deus!!!
O senhor é o genitor do meu filho?!
Entre, não haverá empecilho,
não o desprezarei,
quero abrigá-lo,
dar-lhe conforto e calor,
porque nosso filho já não está mais entre nós.
Fiz o que pude, mas ele não tinha saúde,
e hoje encontra-se no céu.



Mundo de Ilusões
Não tem muito sentido,
Mas tenho refletido,
E tento me esperançar.
A Deus me faço perguntar:
Quem sabe um mundo de alegria,
Cheio de paz, amor e harmonia!
Este mundo de ilusão
Machuca o meu coração,
Mas poderia ser encantador,
Por isso, sou um sonhador.
Tantas vezes tentei consertar o errado,
E acabei conivente, ao seu lado.
Tantas vezes fui vencido,
Por essa realidade cruel,
Que é a violência na selva urbana, no papel.
Tantas vezes fui envolvido
Por esse sistema indecoroso,
Maligno e impiedoso.
Agora, prefiro me abster,
Sabendo que erro com meu ser.
Daqui pra frente, meus conceitos serão revigorados,
Sei que pagarei caro pelos erros passados.
Alexandre M. Brito
Olhando pra ele extasiada,
Forte, viril, estonteante...
Está por demais apaixonada,
Num devaneio alucinante...
O coração bate desvairado,
Num pulsar tão incessante...
Seu passo mais apressado,
Ora, mais cambaleante...
Se outrora, tão volúvel...
Por que um amor assim?...
Sofrido, tão insolúvel...
Sem perspectiva de fim...
E a irmã, tão inocente...
Nem de leve, ela pressente,
A traição quase premente,
Encrudescida em sua mente...
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
Caminhando, procurei o meu caminho,
Com o coração partido e vulnerável...
As lágrimas, não cessavam de rolar...
Nuvens escuras prenunciavam a chuva,
Que viriam às minhas lágrimas juntar...
Por que fui amar a pessoa errada?...
Num desvario sem poder conter...
Mas Deus me deu o dom de superar,
Para que eu pudesse amar e ser amada...
Felizmente, esqueci o vil, ruim, malvado...
Que o meu pranto cansou de assistir...
E na minha jornada infeliz,
Questionei tudo de errado que sofri:
Invadiu a minha vida, que era tranqüila,
Num arroubo de bom moço e companheiro,
Na verdade, me enganou o tempo inteiro,
Destruindo o meu ego, o meu viver...
Mas agora, no meu caminho certo,
Estou pronta e viva pra encontrar,
Um sentimento puro e verdadeiro que...
Cure as feridas do meu coração sofrido,
Com alegrias e amor derradeiro...
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
https://www.recantodasletras.com.br/poesiasdeamor/3187252
As Rosas (quadrinhas poéticas)
No canteiro do meu jardim,
Havia uma linda rosa,
Que se abria para mim,
Deixando-me toda prosa.
Era a mais bela das flores,
Das flores, sempre a mais bela,
Preferida dos amores,
Querida rosa amarela!
Num cantinho do canteiro
Está alegre a rosa branca,
Com seu jeitinho matreiro
Quem com ela não se encanta?
Sua pele aveludada,
Seu perfume inebriante,
Deixa feliz minha amada
Sorrindo, sempre cantante!
Porém, quem é mais formosa?
A vermelha, com certeza!
Que desfila sempre pomposa,
Exibindo sua beleza!
Nos salões, é a preferida,
Dos palácios, a mais querida,
Acalma os corações,
Recheados de paixões
Afinal, quem é mais bela?
Branca, vermelha ou amarela?
Não importa, vida minha,
Só sei que ela é RAINHA!
Rainha do meu jardim,
Com seu cheirinho gostoso
Inebria tudo em mim,
Meu coração amoroso...
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
Na adolescência, minha neta mais velha, pouco falava comigo e com meu marido. Parecia uma estranha e nas vezes em que eu tentava conversar, nunca consegui penetrar no seu íntimo, sua frieza me gelava, conversação nem pensar; quando tentava entabular um assunto, só respondia com monossílabos: hum... oi...sim...e etc.
Até hoje, não sei o porquê de tal procedimento, por isso fiz uma poesia pra Ela:
Quando tu passas por mim,
Orgulhosa, sempre altiva!
Linda! Parece uma Diva,
Que a minha alma cativa!
Quem me dera conquistar-te,
Uma palavra, um sorriso,
Sei... é querer demais,
Quem sabe, até um oi amigo?
Que mal te fiz querida neta?
Se a minha meta é te ver feliz!
Abre teu coração compungido
Queira-me bem, por favor,
Essa mágoa sem sentido,
Não tem o menor valor!
Hoje, minha neta é uma jovem senhora, mais madura e mãe de um menino lindo e muito inteligente . Não sei se foi a maternidade que a fez mudar, só sei que hoje, somos amigas...
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
https://www.recantodasletras.com.br/poesias/2975672
Naquela casa do subúrbio, há uma casa sem janelas e as portas, sem tramelas...
Nada mais há dentro dela, a não ser um profundo silêncio...
No quintal, um jardim sem flores e nenhum fruto no pomar!
Na horta, ao invés de legumes e verduras, só habitam vagalumes, iluminando a escuridão do lugar...
Naquela casa morei e, toda a minha infância, lá passei.
Nunca mais esqueci das brincadeiras inocentes e da vida que lá vivi...
Hoje, fico infeliz, por vê-la, assim, abandonada... Sem luz, sem água, sem nada!
Quisera voltar à minha infância, para fazê-la, de novo, resplandecer...
Levar meus bisnetos para correr , brincar e conhecer a vida das crianças do subúrbio, onde elas têm mais liberdade e espaço para gastarem as energias...
Quando passo pelo lugar, paro em frente, fico olhando e as lembranças me vêm à mente; sinto saudade, principalmente, do meu jardim.
Até hoje, parece que sinto o cheiro das flores, exalando e chegando a mim.
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
https://www.recantodasletras.com.br/poesiasbucolicas/3707608
Pobre de ti, MÃE NATUREZA....
Mãe amorosa e benfazeja,
Sofre com teus filhos, ingratos,
Toda sorte de maus tratos...
Pobre de ti, MÃE NATUREZA,
Teu nome rima com Thereza,
A mulher que te ama intensamente,
E que a ti, sempre enaltece...
Teu céu, teu mar, oh! Que beleza!
São teus, só teus, oh! Natureza...
Os campos e montes verdejantes,
Belos versos, nos enseja...
Pobre de ti, MÃE NATUREZA...
Deus te criou com tanto amor,
Um Universo, de luz e grandeza
E deu aos poetas, com sutileza...
Mas, se algum dia te zangares,
E mexeres com teus mares
E toda terra a tremer...
Perdoa teus filhos amados
Eles não sabem o que fazem,
Disse Cristo, na cruz, ao morrer...
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
Sentimentos, além de serem expressos por palavras, também podem se manifestar por gestos.
Um olhar diz a intensidade do nosso amor, da nossa sinceridade, assim como pode acusar que estamos tristes ou amargurados.
Quando damos ou recebemos uma rosa, estamos expressando um gesto de carinho, de amor.
Ao protegermos um animal abandonado, uma criança com fome ou ajudarmos uma entidade filantrópica, isso vale mais do que uma reza sem fé.
De que adianta falarmos de Deus e não fazermos a nossa parte?
Não ajudarmos o próximo, não sermos solícitos, guardarmos rancor no coração, ou até nos deixarmos amargurar?
Também não adianta ficarmos parados, esperando que caia do céu tudo o que desejamos.
Precisamos demonstrar a Deus nossos esforços.
Claro que a oração é importante, mas antes de pedirmos qualquer coisa a Ele, devemos agradecer pela saúde que nos dá, por tudo o que construímos e pela oportunidade de realizar esses gestos tão nobres.
Alexandre M. Brito

SÚPLICA
Onde estás, que não me vês, meu querido amor?
Procuro em vão, ansiosa, chorando minha dor.
Por que não vens para acalmar meu coração?
Só contigo, alcançarei fé e salvação...
Na dor do amor perdido, rezei para acalmar,
Meu coração partido, não para de chorar...
Vem, amor, te imploro, vem para mim,
Se vires, meu sofrimento logo terá fim...
Nosso amor é lindo, infinito e derradeiro,
Não fujas mais de mim, procuro tanto, só por ti.
Mas não sei onde encontrar este teu paradeiro...
Pensa bem, no teu retorno, minha glória será,
Imensa glória, juntos, os dois, vamos viver,
Eternamente unidos, até o último amanhecer.
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memoriam: 1934 - 2020
Minha Mãe
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
Parabéns, Primavera! Que chegas alegre, com teus botões em flor, embelezando a Natureza, que te agradece por deixá-la mais linda e perfumada... Qual mortal não te admira, quando vê as árvores floridas, com cores exuberantes, onde os pássaros felizes, cantam em tua homenagem, o canto mavioso, que nos enternece...
O sol aparece mais deslumbrante, com a tua presença; Seus raios, atravessam as núvens e deixam as flores se abrirem numa festa encantadora...
Em tempo: Eu me casei no "DIA DA PRIMAVERA", 21 de setembro de um ano que já vai longe... e que durou 49 anos felizes...
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
https://www.recantodasletras.com.br/homenagens/3228991
A humanidade perdeu o sentido da vida,
A essência do amor e o ideal pela paz.
Marionete ambulante,
O homem,
É manipulado por uma sociedade maléfica.
E sem a fé divina,
Misturada ao ódio,
Seu futuro será a extinção...
Em guerra com seu próprio interior,
Ele exterminará a natureza e a si próprio.
Alexandre M. Brito
O homem sem trabalhar,
A ociosidade o consome.
Não acha alguém para amar
E nem pra matar-lhe a fome...
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
https://www.recantodasletras.com.br/trovas/3579370
O amor que eu reconheço
É bonito e é intenso...
Todo dia eu amanheço,
Com o seu sorriso imenso!..
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
Ó querida Florisbela,
Se ficares na janela,
Para a rua espiar,
Esquecerás a panela
E a comida vai queimar...
Sua falta de juízo,
Provocou um prejuízo,
Que o seu marido Astolfo,
Com certeza vai falar,
Do estrago no seu cafofo,
Nunca vai lhe perdoar!
Chega em casa estafado,
Doido para descansar...
Encontra Flori na janela
Com uma rosa amarela,
Para logo lhe ofertar...
Desconfiado ele está,
Algo errado aconteceu,
Que aprontou minha rainha?
Sua alegria esmoreceu,
A casa toda percorreu
Até chegar na cozinha...
Ao ver a pobre panela,
Num canto enegrecida,
Ensaiou até um pito,
Na Flori, que é esquecida...
Logo aquela de pressão,
Que eu comprei à prestação?
Crie juízo Florisbela,
Conserve a nossa panela!!!
Vendo o marido zangado,
Uma lágrima rolou,
E o marido apaixonado,
Logo, logo a perdoou...
Lembrou da rosa amarela,
O que é uma panela?
Diante da minha Bela?
Mulherzinha Florisbela...
Disse Astolfo enternecido:
Deixa pra lá a panela.
Esqueceu até a comida,
Que havia dentro dela...
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
https://www.recantodasletras.com.br/trovas/3063760
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
Momentos Adversos
Momentos adversos
Revelam a intensidade
Do nosso amor,
Mas, às vezes,
Passam despercebidos.
Alexandre M. Brito
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
O Natal passou e, por euforia, muito se gastou.
Gastou-se o que podia e o que não podia.
Nem parece haver crise ou carestia...
A compulsão é tão forte que pode deixar
Um mutirão de gente muito eufórica,
Esquecem-se que o espírito do Natal,
É uma passagem histórica,
Que deve ser respeitada com amor,
Porque é o aniversário de Nosso Senhor...
Passado o Natal, vem o Ano Novo,
Muito comemorado, todo mundo animado,
Tem rock, funk, xaxado e o samba rebolado.
Sem contar a bebida que ingerem,
Até ficarem embriagados...
Ano Novo, Vida Nova??... E os planos?...
Cadê o dinheiro??... Entrou pelos canos...
Tem contas pra pagar: IPTU, IPVA, material escolar...
E a grana? O cartão vai parcelar...
Seu 13º. você gastou, esbanjou e não poupou?...
Se soubesse economizar, seu rico dinheirinho,
Iria direto pro seu cofrinho...
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
Autora: Thereza Medeiros de Brito
In memorian: 1934 - 2020
Minha Mãe
ESSÊNCIA DO AMOR E CARINHO Amor e carinho, suaves gestos ao vento, Que aquecem a alma, como um doce alento. Nos olhos brilham, em risos s...